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	<title>Pensando DIREITO</title>
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	<description>Blog destinado a assuntos sobre DIREITO.Todos os textos foram publicados no Diário da Manhã-Pelotas-RS e no Blog Pensamentos Dispersos http:www.isabelcsvargas.blogspot.com no qual estão cadastradas todas as publicações de cada artigo.</description>
	<pubDate>Tue, 05 May 2009 01:44:43 +0000</pubDate>
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		<title>TRABALHO X DIREITOS HUMANOS</title>
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		<pubDate>Thu, 01 May 2008 20:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[O homem tem direitos inalien&#225;veis como direito &#224; vida e &#224; liberdade. 
S&#227;o direitos inerentes &#224; sua natureza e anteriores a cria&#231;&#227;o do Estado. H&#225; outra corrente que diz serem Direitos Humanos aqueles que s&#227;o garantidos em ordenamentos jur&#237;dicos, entretanto isto n&#227;o assegura o cumprimento em sua totalidade, posto que entre o reconhecimento deste direito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O homem tem direitos inalien&aacute;veis como direito &agrave; vida e &agrave; liberdade. <br />
S&atilde;o direitos inerentes &agrave; sua natureza e anteriores a cria&ccedil;&atilde;o do Estado. H&aacute; outra corrente que diz serem Direitos Humanos aqueles que s&atilde;o garantidos em ordenamentos jur&iacute;dicos, entretanto isto n&atilde;o assegura o cumprimento em sua totalidade, posto que entre o reconhecimento deste direito e o cumprimento dos mesmos h&aacute; um descompasso. Ao mesmo tempo em que se intensificam as a&ccedil;&otilde;es afirmativas de direito visando &agrave; inclus&atilde;o social, observamos que h&aacute; intensifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia nas fam&iacute;lias, nas escolas, nas ruas. <br />
Fala-se em todas as linguagens sobre a prote&ccedil;&atilde;o do planeta e, no entanto, agrava-se a situa&ccedil;&atilde;o de destrui&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. Ao mesmo tempo em que se fala na Paz, aumentam os conflitos em virtude de uma crescente intoler&acirc;ncia racial, religiosa, cultural, de g&ecirc;nero e tantas outras formas de exclus&atilde;o e discrimina&ccedil;&atilde;o. <br />
H&aacute; quem defina os Direitos Humanos como conquista e como tal, ao mesmo tempo em que s&atilde;o adquiridos, podem ser perdidos ou suprimidos. <br />
A Declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos Humanos visa garantir direitos civis, pol&iacute;ticos e sociais, entre os quais se inclui o trabalho, a seguridade, a seguran&ccedil;a no trabalho, o que se configura uma condi&ccedil;&atilde;o essencial para a promo&ccedil;&atilde;o da dignidade humana. <br />
Se analisarmos a hist&oacute;ria do trabalho percebe-se que h&aacute; avan&ccedil;os, conquistas e retrocessos. <br />
O trabalhador teve condi&ccedil;&otilde;es de trabalho asseguradas em lei, mas n&atilde;o tem a garantia de acesso ao trabalho, posto que a tecnologia, a automa&ccedil;&atilde;o e em alguns casos o excesso de burocratiza&ccedil;&atilde;o diminuiu os postos de trabalho. H&aacute; redu&ccedil;&atilde;o de ofertas, maior demanda o que implica em redu&ccedil;&atilde;o de valores, maior competitividade, mais exig&ecirc;ncias para acesso. <br />
A redu&ccedil;&atilde;o da qualidade do ensino, por uma gama de fatores, tais como fatores econ&ocirc;micos e sociais reduziu as possibilidades de acesso ao trabalho daqueles menos qualificados. O excesso do contingente de m&atilde;o de obra universit&aacute;ria sujeita os mesmos a sal&aacute;rios reduzidos, ocorrendo ocupa&ccedil;&atilde;o de cargos que poderiam ser ocupados por pessoas com grau de escolaridade inferior. <br />
Os mais novos n&atilde;o tem acesso por falta de experi&ecirc;ncia, os mais antigos pelo excesso dela, o que faz aumentar o sal&aacute;rio &agrave; medida que a idade aumenta o que sem d&uacute;vida acarreta a possibilidade de ser dispensado e trocado por algu&eacute;m mais jovem e de menor custo. <br />
&Eacute; um c&iacute;rculo de discrimina&ccedil;&atilde;o que se forma e que n&atilde;o se perpetuar&aacute; se houver melhor qualidade de ensino, maior oferta de trabalho, maior qualifica&ccedil;&atilde;o em todas as faixas, com o cumprimento da legisla&ccedil;&atilde;o e com o fim de diplomas legais que se prestam &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es que restringem os direitos, pois mascaram rela&ccedil;&otilde;es de trabalho e proporcionam maior lucro &agrave;s grandes empresas. <br />
A modernidade traz vantagens e desvantagens. O importante e necess&aacute;rio &eacute; encontrar um ponto de equil&iacute;brio, para garantir, acima de tudo, o livre e indispens&aacute;vel exerc&iacute;cio da cidadania, o que &eacute; fundamental para a consolida&ccedil;&atilde;o da democracia. <br />
<img alt="" src="http://blogimg.terra.com/terra_br/spool0/3b/4c/icsvargas/files/balanca.jpg?prvcache=1209672563474" /></p>
<p>CR&Eacute;DITOS DA IMAGEM: SITE <a href="http://www.crepaldi.adv.br">http://www.crepaldi.adv.br</a></p>
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		<title>BULLYING! O QUE SIGNIFICA?</title>
		<link>http://icsvargas.blog.terra.com.br/2007/12/02/bullying-o-que-significa/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Dec 2007 16:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode nos parecer muito estranha esta palavra, mas ao tomarmos conhecimento do seu significado e como se processa, estaremos diante de algo j&#225; conhecido. 
O seu significado vem do ingl&#234;s e quer dizer amedrontar. Refere-se a atitudes amea&#231;adoras que se processam por meio de agress&#245;es f&#237;sicas ou verbais e que podem impedir o desenvolvimento f&#237;sico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode nos parecer muito estranha esta palavra, mas ao tomarmos conhecimento do seu significado e como se processa, estaremos diante de algo j&aacute; conhecido. <br />
O seu significado vem do ingl&ecirc;s e quer dizer amedrontar. Refere-se a atitudes amea&ccedil;adoras que se processam por meio de agress&otilde;es f&iacute;sicas ou verbais e que podem impedir o desenvolvimento f&iacute;sico e emocional saud&aacute;vel. <br />
Segundo pesquisa realizada em 2002 e 2003 com 5500 alunos de quinta a oitava s&eacute;ries, grande n&uacute;mero deles j&aacute; se envolveram com isto, quer como agredidos, quer como agressores. <br />
Caracteriza-se por qualquer agress&atilde;o f&iacute;sica ou emocional que seja praticada de forma sistem&aacute;tica e repetida. &Eacute; o que ocorre com freq&uuml;&ecirc;ncia tendo como alvo aquela crian&ccedil;a magrinha que passa a ser denominada &ldquo;palito&rdquo;, a alta que vira a &ldquo;girafa&rdquo;, o obeso que passa a ser conhecido como &ldquo;baleia&rdquo;, o de &oacute;culos que se transforma no &ldquo;quatro olho&rdquo; assim como o &ldquo;vesgo&rdquo;, o &ldquo;barrigudo&rdquo; que passam a ser conhecidos pelo estigma a eles atribu&iacute;do quer se importem ou n&atilde;o. Ali&aacute;s, se demonstrarem aborrecimento, ent&atilde;o &eacute; pior, a carga &eacute; maior e se perpetua pelo simples prazer de saber que o alvo foi atingido. <br />
Outras a&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m podem estar relacionadas ao bullying, al&eacute;m de colocar apelidos, gozar, ridicularizar. Caracterizam-se por excluir, isolar, intimidar, dominar e ofender. <br />
H&aacute; casos graves de crian&ccedil;as que tiveram que trocar de escola por n&atilde;o ag&uuml;entarem a press&atilde;o exercida sobre eles. Outras tiveram de trocar de resid&ecirc;ncia. Tamb&eacute;m j&aacute; ocorreram suic&iacute;dios em decorr&ecirc;ncia disto. <br />
Pois bem, reconhecemos a velha e ran&ccedil;osa discrimina&ccedil;&atilde;o, nas atitudes praticadas pelos agressores. <br />
O dano nesta conduta &eacute; pelo fato de amea&ccedil;ar o aluno, deixando-o impotente para reverter tal situa&ccedil;&atilde;o, a ponto de causar preju&iacute;zos, impedindo-o de ter uma vida escolar saud&aacute;vel, proveitosa, tendo de submeter-se &agrave; agressividade por outro provocada. <br />
Importante &eacute; o papel exercido pelo professor e pela escola, ao detectar tais comportamentos e coibi-los atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es educativas que visem &agrave; conviv&ecirc;ncia saud&aacute;vel, respeitosa, reconhecendo e respeitando a diversidade. <br />
Com isto voltamos a salientar a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o em direitos humanos, partindo de a&ccedil;&otilde;es multidisciplinares envolvendo n&atilde;o s&oacute; os alunos e professores, mas a escola como um todo, a fam&iacute;lia, a comunidade exercitando a conviv&ecirc;ncia harmoniosa e a toler&acirc;ncia, n&atilde;o no sentido de permissividade com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s atitudes erradas manifestadas, mas ao contr&aacute;rio conscientizando quem agride da import&acirc;ncia da toler&acirc;ncia e aceita&ccedil;&atilde;o do diferente. <br />
Qualquer omiss&atilde;o neste sentido n&atilde;o s&oacute; prejudica o ofendido como estimula o autor a levar este tipo de conduta para a vida futura e at&eacute; pratic&aacute;-la no &acirc;mbito familiar. <br />
A educa&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e a aquisi&ccedil;&atilde;o de novas habilidades, al&eacute;m daquelas referentes aos conte&uacute;dos desenvolvidos, preparando os alunos para a conviv&ecirc;ncia fraterna, para a busca da paz e que ensine a viver e ser feliz. <br />
&nbsp;</p>
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		<title>LICENÇA MATERNIDADE</title>
		<link>http://icsvargas.blog.terra.com.br/2007/11/08/licenca-maternidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 15:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;
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A aprova&#231;&#227;o no senado do projeto que prev&#234; a amplia&#231;&#227;o da Licen&#231;a Maternidade de quatro para seis meses est&#225; a gerar pol&#234;mica. N&#227;o &#233; de se estranhar, se levarmos em conta o aspecto econ&#244;mico, a falta de emprego e a discrimina&#231;&#227;o sofrida pela mulher, primeiro pelo fato de ser mulher, segundo por gozar de direitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A aprova&ccedil;&atilde;o no senado do projeto que prev&ecirc; a amplia&ccedil;&atilde;o da Licen&ccedil;a Maternidade de quatro para seis meses est&aacute; a gerar pol&ecirc;mica. N&atilde;o &eacute; de se estranhar, se levarmos em conta o aspecto econ&ocirc;mico, a falta de emprego e a discrimina&ccedil;&atilde;o sofrida pela mulher, primeiro pelo fato de ser mulher, segundo por gozar de direitos especiais, diferenciados posto que s&oacute; as mulheres geram filhos e a elas compete o aleitamento. <br />
N&atilde;o devemos esquecer que a licen&ccedil;a, anteriormente era de 84 dias, isto &eacute; 04 semanas antes do parto e oito ap&oacute;s, podendo se antecipada ou ampliada mediante atestado m&eacute;dico em caso de necessidade. <br />
Com a reforma constitucional de 1988 a licen&ccedil;a passou a ser garantida na Constitui&ccedil;&atilde;o por um per&iacute;odo maior, ou seja, 120 dias. <br />
Tamb&eacute;m criou a licen&ccedil;a paternidade de 05 dias. <br />
N&atilde;o cabe discutir a import&acirc;ncia da m&atilde;e junto ao beb&ecirc;, para garantir sua seguran&ccedil;a emocional e sua sa&uacute;de f&iacute;sica, quer atrav&eacute;s do simples contato f&iacute;sico, do toque, como do aleitamento, t&atilde;o divulgado por in&uacute;meras campanhas que visam evitar a mortalidade infantil. Isto j&aacute; est&aacute; por demais difundido, tanto que tal licen&ccedil;a foi estendida &agrave;s m&atilde;es adotivas. <br />
Por uma quest&atilde;o cultural sabe-se que ao pai cabe prover o sustento da fam&iacute;lia, &agrave; m&atilde;e cabe cuidar de sua prole. N&atilde;o h&aacute;, portanto, desmerecimento do papel masculino, por haver diferencia&ccedil;&atilde;o do tempo de licen&ccedil;a. &Eacute; na realidade um reconhecimento, tamb&eacute;m, da dupla jornada realizada nos tempos atuais, pelas mulheres, cada vez mais inseridas no mercado de trabalho. Dividem com o homem o sustento da fam&iacute;lia, tomam conta da casa, dos filhos, do marido, desempenham fun&ccedil;&otilde;es de import&acirc;ncia nas organiza&ccedil;&otilde;es, realizam aperfei&ccedil;oamento, galgam postos diretivos, eletivos, chegando at&eacute; em alguns pa&iacute;ses ao cargo maior no executivo- a presid&ecirc;ncia. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que I&ccedil;ami Tiba as denomina de mulher-polvo, pois consegue fazer in&uacute;meras atividades ao mesmo tempo. <br />
Em tempos anteriores tal licen&ccedil;a era remunerada pelo empregador, na &iacute;ntegra, posteriormente o mesmo passou a ser ressarcido atrav&eacute;s do desconto destes valores pagos &agrave;s funcion&aacute;rias, na guia de recolhimento da previd&ecirc;ncia social paga pela empresa. <br />
Neste projeto, parece-me que n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o do ressarcimento integral, mas isto ainda &eacute; mat&eacute;ria para ser discutida e aperfei&ccedil;oada. <br />
Embora muitas pessoas possam acreditar ser esta mais uma medida eleitoreira , ou que vise carrear a simpatia da popula&ccedil;&atilde;o para o congresso, cuja imagem est&aacute; t&atilde;o desgastada no momento, vale frisar que &eacute; importante o acompanhamento do beb&ecirc; at&eacute; o sexto m&ecirc;s. A seguran&ccedil;a , a estabilidade emocional, afetiva est&atilde;o intimamente ligadas a este per&iacute;odo. Assim n&atilde;o &eacute; disparatada ou inconseq&uuml;ente tal medida. S&oacute; esperamos, sinceramente, que ao ser aprovada na c&acirc;mara e promulgada tal lei estabelecendo a altera&ccedil;&atilde;o, que ao ser ampliado tal per&iacute;odo de licen&ccedil;a isto n&atilde;o venha a se constituir em mais um entrave na inser&ccedil;&atilde;o da mulher no mercado de trabalho. </p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>DISCRIMINAÇÃO II</title>
		<link>http://icsvargas.blog.terra.com.br/2007/10/24/discriminacao-ii/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 10:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[A Constitui&#231;&#227;o Federal garante a todo cidad&#227;o igualdade de direitos. 
Pro&#237;be discrimina&#231;&#227;o em fun&#231;&#227;o de ra&#231;a, cor, sexo, idade. 
Sabemos que certas garantias, embora na lei, n&#227;o s&#227;o cumpridas, pois as pessoas permanecem arraigadas a certas concep&#231;&#245;es que n&#227;o tinham sentido no s&#233;culo passado, muito menos agora, quando a informa&#231;&#227;o est&#225; mais difundida. 
N&#227;o s&#243; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal garante a todo cidad&atilde;o igualdade de direitos. <br />
Pro&iacute;be discrimina&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;a, cor, sexo, idade. <br />
Sabemos que certas garantias, embora na lei, n&atilde;o s&atilde;o cumpridas, pois as pessoas permanecem arraigadas a certas concep&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o tinham sentido no s&eacute;culo passado, muito menos agora, quando a informa&ccedil;&atilde;o est&aacute; mais difundida. <br />
N&atilde;o s&oacute; a cor da pele &eacute; objeto de diferencia&ccedil;&atilde;o. In&uacute;meros segmentos tamb&eacute;m s&atilde;o, geralmente, aqueles que se referem &agrave;s minorias, como os &iacute;ndios, ciganos, portadores de defici&ecirc;ncias, portanto com necessidade especiais (surdos, cadeirantes), as mulheres, os portadores de v&iacute;rus HIV, os homossexuais, os velhos, os pobres. <br />
Constatam-se contradi&ccedil;&otilde;es imensas, na medida em que os pobres s&atilde;o discriminados e n&atilde;o s&atilde;o minoria. <br />
Os negros, considerando-se o contingente que para c&aacute; foi trazido &agrave; &eacute;poca da escravid&atilde;o e, tamb&eacute;m, o fato da popula&ccedil;&atilde;o brasileira ter se originado da miscigena&ccedil;&atilde;o, constituem-se em um numeroso contingente, para n&atilde;o dizer quase maioria. <br />
Retrocedendo ao passado, encontramos barb&aacute;ries como a do negro ser considerado como animal, n&atilde;o dotado de &quot;alma&quot;. <br />
Os idosos marginalizados em fun&ccedil;&atilde;o de estarem distante do setor produtivo, tamb&eacute;m s&atilde;o alvo de id&eacute;ias e a&ccedil;&otilde;es exclusivas. O contradit&oacute;rio nisto tudo &eacute; que &eacute; um segmento em expans&atilde;o, sendo em breve espa&ccedil;o de tempo em n&uacute;mero que superar&aacute; o de crian&ccedil;as. <br />
Podemos falar nas mulheres que apesar da relevante compet&ecirc;ncia tamb&eacute;m sofrem em virtude de id&eacute;ias arcaicas, tendo dificuldades de entrarem no mercado de trabalho, em muitas ocasi&otilde;es, s&oacute; por serem mulheres e com isto terem direito, em caso de maternidade, ao per&iacute;odo de licen&ccedil;a. Tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o disto, sofrem com medidas que embora contr&aacute;rias &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o vigente, ainda s&atilde;o encontradas, como solicita&ccedil;&atilde;o de exames e atestados indicativos de n&atilde;o gravidez. <br />
E os obesos, considerados como pessoas com desvio de conduta e n&atilde;o pessoas doentes e com necessidade de tratamento. <br />
Como avan&ccedil;ar neste aspecto embora as garantias constitucionais e internacionais, atrav&eacute;s de tratados ratificados pelo Brasil e outros dos quais foi signat&aacute;rio? <br />
Acredito que mais uma vez a medida correta &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o para todos em Direitos Humanos, inclusiva, transdisciplinar, que se faz n&atilde;o s&oacute; na escola, mas envolvendo todos os segmentos da sociedade, na fam&iacute;lia em conjunto com a escola, poder p&uacute;blico, associa&ccedil;&otilde;es. <br />
S&oacute; atrav&eacute;s de educa&ccedil;&atilde;o embasada em princ&iacute;pios universais ser&aacute; poss&iacute;vel evitar a&ccedil;&otilde;es hediondas que resultaram em genoc&iacute;dio (como no Paraguai) e holocausto como na Segunda Guerra Mundial. <br />
Publicado no site:<a href="http://www.jornaldedebates.ig.com.br">http://www.jornaldedebates.ig.com.br</a>&nbsp; - Data: 2007.10.21</p>
<p>Publicado com o nome de : <strong>A cor da pele e a discrimina&ccedil;&atilde;o</strong></p>
<p><strong>Publicado no site:</strong><a href="http://recantodasletras.uol.com.br">http:recantodasletras.uol.com.br</a>&nbsp;com o t&iacute;tulo de Discrimina&ccedil;&atilde;o</p>
<p>Data:2008.10.31</p>
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		<title>O FUTURO DA CARTEIRA DE TRABALHO</title>
		<link>http://icsvargas.blog.terra.com.br/2007/10/15/o-futuro-da-carteira-de-trabalho/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Oct 2007 01:01:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[A carteira de trabalho foi uma conquista dos trabalhadores na d&#233;cada de 40, assim como outros direitos fundamentais. A sociedade mudou muito de l&#225; para c&#225;, mas n&#227;o podemos ignorar que o trabalhador, de modo geral &#233; a parte mais fraca na rela&#231;&#227;o de emprego. Embora a moderniza&#231;&#227;o que caracteriza nosso s&#233;culo, muito do ran&#231;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A carteira de trabalho foi uma conquista dos trabalhadores na d&eacute;cada de 40, assim como outros direitos fundamentais. A sociedade mudou muito de l&aacute; para c&aacute;, mas n&atilde;o podemos ignorar que o trabalhador, de modo geral &eacute; a parte mais fraca na rela&ccedil;&atilde;o de emprego. Embora a moderniza&ccedil;&atilde;o que caracteriza nosso s&eacute;culo, muito do ran&ccedil;o escravagista permanece na rela&ccedil;&atilde;o de emprego em regi&otilde;es mais distantes e isoladas deste pa&iacute;s, no qual o trabalho escravo ainda &eacute; uma realidade, assim como o trabalho infantil. A carteira de trabalho era o documento essencial para a comprova&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo empregat&iacute;cio. Quem tivesse a carteira assinada pelo empregador, em decorr&ecirc;ncia tinha as garantias de sal&aacute;rio, f&eacute;rias, d&eacute;cimo terceiro sal&aacute;rio, indeniza&ccedil;&atilde;o, posteriormente ao FGTS, PIS/PASEP, aposentadoria, aux&iacute;lio doen&ccedil;a e outros benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios. Com as modifica&ccedil;&otilde;es na legisla&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria (Lei 8212 e Lei 8213) que reformulou v&aacute;rios aspectos importantes no que tange aos benef&iacute;cios, a carteira de trabalho n&atilde;o mais passou a garantir por si s&oacute; o direito &agrave; aposentadoria, pois esta passou a ser por comprova&ccedil;&atilde;o de recolhimento. A aposentadoria que era por tempo de servi&ccedil;o passou a ser por tempo de contribui&ccedil;&atilde;o. Passou o empregado a ter direito &agrave; aposentadoria s&oacute; se o empregador recolheu devidamente a contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria. Ora, passou ent&atilde;o a ser cobrado do trabalhador um ato sobre o qual ele n&atilde;o tem compet&ecirc;ncia legal para efetuar, visto que a compet&ecirc;ncia do recolhimento &eacute; do empregador. Tamb&eacute;m n&atilde;o tem poderes para efetuar tal cobran&ccedil;a do empregador durante a vig&ecirc;ncia do contrato de trabalho, Ap&oacute;s a vig&ecirc;ncia, apenas na justi&ccedil;a do trabalho. S&oacute; que muitas vezes o empregado s&oacute; vai saber que tal procedimento n&atilde;o foi realizado por ocasi&atilde;o da solicita&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio. &Eacute; de forma indireta uma forma de desvalorizar a carteira de trabalho. Aliado a isto, o mercado hoje &eacute; cruel com os jovens. Em fun&ccedil;&atilde;o do excedente de m&atilde;o de obra em muitas regi&otilde;es, a experi&ecirc;ncia &eacute; requerida como fator primordial. O jovem para adquiri-la se submete a trabalhar sem a carteira de trabalho assinada, assim como o trabalhador que j&aacute; est&aacute; em uma faixa de idade mais avan&ccedil;ada e para quem o mercado se fecha. Ambos passam &agrave; economia informal, devido ao excesso de encargos. Da&iacute; passam estes tamb&eacute;m a atribuir menos valor ao documento, quando na realidade o mal n&atilde;o &eacute; a carteira, mas o excesso de encargos sociais. H&aacute; ainda quem possa pensar que se n&atilde;o houve recolhimento isto passa a ser um peso para a previd&ecirc;ncia, quando na realidade o que pesa &eacute; a m&aacute; gest&atilde;o do dinheiro da previd&ecirc;ncia alocado para outras &aacute;reas ou desviado atrav&eacute;s de fraudes vergonhosas. O jovem para adquirir experi&ecirc;ncia submete-se aos &quot;maravilhosos&quot; est&aacute;gios t&atilde;o propagados em certas ocasi&otilde;es pela m&iacute;dia nas propagandas institucionais. Proliferaram os fornecedores de m&atilde;o de obra estudantil, que na realidade n&atilde;o passa de m&atilde;o de obra barata para o empregador, trabalhando em atividades nada compat&iacute;veis com o ensino desenvolvido, sem que o est&aacute;gio seja condi&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o do diploma-previs&atilde;o legal-e sem o devido acompanhamento e supervis&atilde;o da escola, sem o resguardo do tempo para estudo. Muitos passam de um curso para outro, ap&oacute;s o t&eacute;rmino, para terem garantia de trabalho, tirando com isto vaga nas escolas para outros alunos e n&atilde;o respeitando o tempo de est&aacute;gio previsto em lei, nem tendo o c&ocirc;mputo deste tempo para aposentadoria visto que n&atilde;o h&aacute; recolhimento de contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria. Isto sem falar nos est&aacute;gios volunt&aacute;rio nos quais nada recebem. Poder&iacute;amos falar ainda no crescente culto ao voluntariado, como outras tantas coisas boa para os Estados Unidos, pa&iacute;s rico e desenvolvido. N&atilde;o para o Brasil t&atilde;o carente de empregos. N&atilde;o sou contra o voluntariado para quem realmente disponha de tempo e condi&ccedil;&atilde;o para faz&ecirc;-lo e tamb&eacute;m porque possibilita o desenvolvimento de outros valores de extrema import&acirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o da pessoa. Sou contra os casos em que o jovem trabalha meses sem nada receber, como &quot;volunt&aacute;rio&quot;, para estar por perto e ter chance de ser visto e conseguir um emprego posteriormente. J&aacute; vi tamb&eacute;m banc&aacute;rio experiente, ap&oacute;s ser demitido, matricular-se em escola t&eacute;cnica para conseguir &quot;trabalhar&rdquo; como estagi&aacute;rio em outra institui&ccedil;&atilde;o e assim poder levar algum dinheiro para casa. O futuro da carteira n&atilde;o depende de um &uacute;nico fator, mas de v&aacute;rios, como maior gera&ccedil;&atilde;o de empregos, mais valoriza&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o profissional, incentivo e pol&iacute;ticas que realmente venham a proteger o jovem (e isto n&atilde;o &eacute; aumentando a idade para o jovem aprendiz, tal qual a adolesc&ecirc;ncia que est&aacute; sendo prolongada at&eacute; quase 30 anos) diminui&ccedil;&atilde;o da informalidade, pol&iacute;ticas de incentivo aos mais idosos para se qualificarem, modelo econ&ocirc;mico mais humano e menos paternalista (que ensine a pescar e n&atilde;o coloque o peixe na boca) maior e real incentivo e pol&iacute;tica de estado para a educa&ccedil;&atilde;o, p&uacute;blica e de qualidade para que a popula&ccedil;&atilde;o possa efetivamente se desenvolver, evoluir, ter possibilidades de ascens&atilde;o social e, sobretudo de discernimento. Ser&aacute; que isto interessa?<br />
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		<title>CONDIÇÃO FEMININA</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Sep 2007 00:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[Est&#225; fazendo um ano de vig&#234;ncia da Lei Maria da Penha que foi promulgada visando &#224; prote&#231;&#227;o das mulheres v&#237;timas de viol&#234;ncia dom&#233;stica.
Inovou em v&#225;rios aspectos como na conceitua&#231;&#227;o de viol&#234;ncia dom&#233;stica, por excluir a necessidade de coabita&#231;&#227;o para sua caracteriza&#231;&#227;o, pelo fato de poder se caracterizar viol&#234;ncia dom&#233;stica, independente da orienta&#231;&#227;o sexual. Foi fruto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Est&aacute; fazendo um ano de vig&ecirc;ncia da Lei Maria da Penha que foi promulgada visando &agrave; prote&ccedil;&atilde;o das mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica.</p>
<p class="MsoNormal">Inovou em v&aacute;rios aspectos como na conceitua&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, por excluir a necessidade de coabita&ccedil;&atilde;o para sua caracteriza&ccedil;&atilde;o, pelo fato de poder se caracterizar viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, independente da orienta&ccedil;&atilde;o sexual. Foi fruto da mobiliza&ccedil;&atilde;o social, atendendo expectativas dos movimentos sociais e tamb&eacute;m como decorr&ecirc;ncia do previsto no art. 226, par&aacute;grafo 8<sup>o</sup> da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e tamb&eacute;m em virtude de Tratados Internacionais dos qual o Brasil &eacute; signat&aacute;rio.</p>
<p class="MsoNormal">Apesar de ser considerada um avan&ccedil;o, n&atilde;o deixou de ser alvo de cr&iacute;ticas por visar, apenas, a prote&ccedil;&atilde;o das mulheres.</p>
<p class="MsoNormal">&Eacute; certo que em termos pr&aacute;ticos ainda falta muito para que maiores avan&ccedil;os ocorram, visto que para o resultado ser eficaz &eacute; necess&aacute;rio um conjunto de medidas multidisciplinares a serem integralmente implementados.</p>
<p class="MsoNormal">&Eacute; necess&aacute;rio observar que precisa haver um avan&ccedil;o social e cultural efetivo para que as mulheres sejam portadoras de uma imagem sem estereotipo, sem discrimina&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal">O desempenho de diferentes pap&eacute;is n&atilde;o pode servir para ensejar conceitos depreciativos visto que todos s&atilde;o importantes e n&atilde;o se superp&otilde;em.</p>
<p class="MsoNormal">O fato de desempenhar esta multiplicidade de pap&eacute;is (m&atilde;e, esposa, profissional, filha, companheira, dona de casa) indica sua capacidade de realiza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas tarefas com compet&ecirc;ncia, afetividade, esmero de detalhes, supera&ccedil;&atilde;o de dificuldades aliando muitas vezes habilidades de media&ccedil;&atilde;o, de composi&ccedil;&atilde;o de conflitos de forma singular, deixando o papel de espectadora para ser agente de transforma&ccedil;&atilde;o familiar e social atrav&eacute;s de sua participa&ccedil;&atilde;o consciente e respons&aacute;vel nos diversos grupos sociais.</p>
<p class="MsoNormal">&Eacute; importante observar se no decorrer deste ano houve avan&ccedil;o na concep&ccedil;&atilde;o que cada uma das mulheres vitimadas tinha de si mesma, se houve suficiente eleva&ccedil;&atilde;o de auto-estima para que tenham deixado de se submeter &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es degradantes, aviltantes de sua dignidade humana, fazendo com que as mesmas n&atilde;o nutram sentimento de culpa, ou vergonha apesar dos maus tratos sofridos. &Eacute; importante que tenha ocorrido definitiva liberta&ccedil;&atilde;o de tais condi&ccedil;&otilde;es de press&atilde;o, de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, moral, psicol&oacute;gica, sexual e patrimonial.</p>
<p class="MsoNormal">S&oacute; atrav&eacute;s de um atendimento das necessidades f&iacute;sicas, materiais, emocionais, psicol&oacute;gicas, jur&iacute;dicas e culturais, garantindo-lhes maior seguran&ccedil;a, ser&aacute; poss&iacute;vel mudar a condi&ccedil;&atilde;o das mulheres vitimadas eliminando traumas, evitando seq&uuml;elas de modo a proporcionar-lhes real supera&ccedil;&atilde;o das dificuldades para exercerem a cidadania consciente e adquirirem melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida.</p>
<p class="MsoNormal">
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		<title>ESTADO DE BELIGERÂNCIA</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Aug 2007 12:54:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[
As not&#237;cias do recente acontecimento em localidade vizinha entre produtores rurais e integrantes do movimento dos sem terras levou-me a refletir sobre a quest&#227;o e, automaticamente relacionar com situa&#231;&#245;es an&#225;logas ocorridas em outros momentos.Ao mesmo tempo me reportei &#224;s aulas de Direito Internacional de 35 anos atr&#225;s. Conceitos aprendidos naquela &#233;poca parecem se encaixar nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
As not&iacute;cias do recente acontecimento em localidade vizinha entre produtores rurais e integrantes do movimento dos sem terras levou-me a refletir sobre a quest&atilde;o e, automaticamente relacionar com situa&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas ocorridas em outros momentos.<br />Ao mesmo tempo me reportei &agrave;s aulas de Direito Internacional de 35 anos atr&aacute;s. Conceitos aprendidos naquela &eacute;poca parecem se encaixar nas situa&ccedil;&otilde;es<br />referidas, claro que resguardadas as peculiaridades e natureza jur&iacute;dica.<br />A beliger&acirc;ncia caracteriza-se por uma situa&ccedil;&atilde;o de guerra ou conflito. Ao<br />relembrar as in&uacute;meras invas&otilde;es de fazendas, pr&eacute;dios p&uacute;blicos, fechamento de rodovias, agress&otilde;es e at&eacute; morte parece-me estar configurada tal situa&ccedil;&atilde;o.<br />A situa&ccedil;&atilde;o de beliger&acirc;ncia pode ser reconhecida tanto pelo governo do pr&oacute;prio<br />estado, como por outros pa&iacute;ses.<br />Quando &eacute; reconhecido o estado de beliger&acirc;ncia os insurgentes, rebeldes<br />t&ecirc;m privil&eacute;gio de n&atilde;o serem tratados como agressores, portanto n&atilde;o s&atilde;o punidos, nem julgados pelos atos praticados.<br />&Eacute; irrelevante se desejam conquistar, obter parte de um territ&oacute;rio ou sua<br />totalidade. Rebelam-se contra o governo, contra o ordenamento jur&iacute;dico que o define, respalda e mant&eacute;m. <br />O movimento em quest&atilde;o, conforme p&aacute;ginas publicadas na imprensa e <br />nas noticias de telejornais ao longo dos anos, goza de muitos simpatizantes na comunidade internacional. Verifica-se em muitas situa&ccedil;&otilde;es um posicionamento favor&aacute;vel da m&iacute;dia. &Eacute; importante a not&iacute;cia n&atilde;o tendenciosa. Revelar os aspectos de ambos os lados. Nem todo pecuarista ou agricultor &eacute; latifundi&aacute;rio, nem toda terra &eacute; improdutiva. &ldquo;Maus&rdquo; empregadores, funcion&aacute;rios ou profissionais existem em qualquer atividade econ&ocirc;mica ou em qualquer profiss&atilde;o desde que existam indiv&iacute;duos ruins, de m&aacute; &iacute;ndole, sem &eacute;tica, que n&atilde;o obede&ccedil;am &agrave;s regras b&aacute;sicas de civilidade, de boa cidadania, de respeito e amor ao pr&oacute;ximo. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel dissociar um do outro. H&aacute; &ldquo;parasita&rdquo; em qualquer setor. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel tratar o caso como simples folhetim de mocinho X bandido.<br />H&aacute; que ser considerada a import&acirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o e a maneira como deve ser conduzida para evitar acirramento de conflitos, confrontos perigosos. N&atilde;o &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o isolada, mas parte de um todo mal conduzido, mal direcionado ao longo dos anos pela falta de vontade pol&iacute;tica de dirimir tais conflitos de forma equ&acirc;nime, atendendo as partes conflitantes com respeito e, sobretudo, com conhecimento profundo que o caso requer al&eacute;m de n&atilde;o poder ser desconsiderado o aspecto hist&oacute;rico, geogr&aacute;fico, sociol&oacute;gico que o caso exige.<br />O desconhecimento das peculiaridades do setor agropastoril podem <br />conduzir a julgamentos err&ocirc;neos, pois n&atilde;o s&atilde;o englobados aspectos importantes do desenvolvimento de tais atividades, ali&aacute;s, de suma import&acirc;ncia para o equil&iacute;brio econ&ocirc;mico e social.<br />Parece-me vislumbrar um ran&ccedil;o preconceituoso induzindo a todos a pensarem que quem tem terras &eacute; rico, portanto, n&atilde;o precisa de apoio, incentivo, pol&iacute;ticas justas para melhor desenvolvimento da atividade, para obten&ccedil;&atilde;o de melhores resultados que lhes permitam n&atilde;o s&oacute; a sobreviv&ecirc;ncia, mas maior qualidade, produtividade de modo a beneficiar a sociedade e proporcionar desenvolvimento e acima de tudo, incentivo para a perman&ecirc;ncia do homem no campo e nas atividades a ele inerentes, motivar jovens ao ingresso ou a perman&ecirc;ncia neste tipo de atividade, que assim como outras (magist&eacute;rio, por exemplo) necessita de expans&atilde;o, valoriza&ccedil;&atilde;o e reconhecimento.<br />Respeitadas as diferen&ccedil;as, o tratamento tem que ser igual, ressalvando-se<br />os direitos e os deveres de cada uma das partes envolvidas. Se n&atilde;o houver respeito, n&atilde;o h&aacute; como se chegar a uma boa solu&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><a href="http://www.isabelcsvargas.blogspot.com"></p>
<p></a></p>
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		<title>DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Aug 2007 17:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[Para falar ao cora&#231;&#227;o, s&#227;o necess&#225;rias obras.Padre A.VieiraFrequentemente ouve-se as pessoas reclamarem que direitos humanos s&#227;o para bandidos e n&#227;o para todos os cidad&#227;os. Fala-se, portanto, em direitos humanos como algo que vem para contemplar as pessoas,n&#227;o como pr&#225;tica do cotidiano,que envolva uma postura de cada um.Isto significa que podemos estar invocando algo,que se formos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para falar ao cora&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o necess&aacute;rias obras.<br />Padre A.Vieira<br />Frequentemente ouve-se as pessoas reclamarem que direitos humanos s&atilde;o para bandidos e n&atilde;o para todos os cidad&atilde;os. Fala-se, portanto, em direitos humanos como algo que vem para contemplar as pessoas,n&atilde;o como pr&aacute;tica do cotidiano,que envolva uma postura de cada um.Isto significa que podemos estar invocando algo,que se formos analisar, nem quem invoca pode estar praticando.Temos que pensar em direitos humanos como exerc&iacute;cio de cidadania,no dia a dia de cada pessoa e n&atilde;o apenas como direito inserido na legisla&ccedil;&atilde;o.Pressup&otilde;e a assimila&ccedil;&atilde;o dos conceitos e a pr&aacute;tica no cotidiano.<br />Envolve muito mais do que a prote&ccedil;&atilde;o para os apenados, segmento &agrave; margem do conv&iacute;vio social, mas um comprometimento de cada um, posto que ningu&eacute;m &eacute; racista, violento, preconceituoso por determina&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, mas por assimila&ccedil;&atilde;o de condutas e preceitos, no decorrer da vida.<br />&Eacute; uma quest&atilde;o de postura diante do diferente. &Eacute; a aceita&ccedil;&atilde;o incondicional do outro como ser com as mesmas prerrogativas de direito.<br />Tamb&eacute;m n&atilde;o pode ser aceito discurso dissociado da pr&aacute;tica, isto &eacute; as a&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos tem de ser de acordo com o que prega.<br />Na realidade, tudo &eacute; uma quest&atilde;o de como o indiv&iacute;duo entende a sociedade e como nela se posiciona e conduz suas a&ccedil;&otilde;es. Pode envolver a discrimina&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do que se fala ou de como agimos, com rela&ccedil;&atilde;o aos judeus, negros, orientais, mulheres, pobres em geral, portadores de defici&ecirc;ncia, &iacute;ndios, homossexuais, ciganos, gr&aacute;vidas, idosos, s&oacute; para citar alguns exemplos.<br />Muitas vezes s&atilde;o reproduzidos conceitos e a&ccedil;&otilde;es discriminat&oacute;rios, sem que o indiv&iacute;duo deles tenha consci&ecirc;ncia, visto que no mundo atual as a&ccedil;&otilde;es violentas se banalizaram.<br />H&aacute; que se pensar com mais amplitude e incluir na gama de direitos, o direito &agrave; paz, a educa&ccedil;&atilde;o para os direitos humanos (sobre isto discorreremos tamb&eacute;m) a uma natureza equilibrada, sadia sem comprometimento do futuro da esp&eacute;cie humana, o que pressup&otilde;e envolvimento de todos, participa&ccedil;&atilde;o consciente do indiv&iacute;duo em sociedade, responsabilidade das institui&ccedil;&otilde;es e do estado. ( em todas as esferas).Portanto,direitos humanos n&atilde;o &eacute; algo que tenha que ser imposto(embora previsto em tratados, conven&ccedil;&otilde;es, acordos,constitui&ccedil;&atilde;o),mas &eacute; fruto de uma cultura democr&aacute;tica,tem que estar contemplado nas atitudes do indiv&iacute;duo no cotidiano, contribuindo desta forma para a forma&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e valores comprometidos com os direitos humanos,pois como j&aacute; dizia Arist&oacute;teles,&rdquo;realizando a&ccedil;&otilde;es justas ou s&aacute;bias ou fortes, tornamo-nos s&aacute;bios,justos e fortes.&rdquo;</p>
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		<title>VIOLÊNCIA CONTRA MULHER</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Aug 2007 17:16:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[
A lei 11.340 de agosto de 2006 criou mecanismos visando coibir a viol&#234;ncia dom&#233;stica e familiar contra a mulher. Assegura em seu art.2&#186; oportunidades e facilidade para viver sem viol&#234;ncia, preservar a sa&#250;de f&#237;sica e mental, o seu aperfei&#231;oamento intelectual e social, independente de classe, ra&#231;a, etnia, orienta&#231;&#227;o sexual, renda, cultura, n&#237;vel educacional, idade e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<br />A lei 11.340 de agosto de 2006 criou mecanismos visando coibir a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher. Assegura em seu art.2&ordm; oportunidades e facilidade para viver sem viol&ecirc;ncia, preservar a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, o seu aperfei&ccedil;oamento intelectual e social, independente de classe, ra&ccedil;a, etnia, orienta&ccedil;&atilde;o sexual, renda, cultura, n&iacute;vel educacional, idade e religi&atilde;o.<br />Incumbe a fam&iacute;lia, a sociedade e ao poder p&uacute;blico criar condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o exerc&iacute;cio efetivo dos direitos &agrave; vida, &agrave; seguran&ccedil;a, &agrave; sa&uacute;de, &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &agrave; cultura, &agrave; moradia, ao acesso &agrave; justi&ccedil;a, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, &agrave; cidadania, &agrave; liberdade, &agrave; dignidade, ao respeito e &agrave; conviv&ecirc;ncia familiar e comunit&aacute;ria.<br />Ao poder p&uacute;blico caber&aacute; o desenvolvimento de pol&iacute;ticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres, no &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es dom&eacute;sticas e familiares, no sentido de resguard&aacute;-las de toda forma de neglig&ecirc;ncia, discrimina&ccedil;&atilde;o, explora&ccedil;&atilde;o, viol&ecirc;ncia, crueldade e opress&atilde;o.<br />A lei avan&ccedil;ou ao dispor sobre a cria&ccedil;&atilde;o dos Juizados de Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica e Familiar contra a mulher.<br />Enumera em seu art. 5&ordm; o que se configura como viol&ecirc;ncia contra a mulher. Outro dado importante &eacute; o fato de n&atilde;o ser necess&aacute;rio que seja estabelecido v&iacute;nculo familiar, no &acirc;mbito da unidade dom&eacute;stica.<br />Em seu art. 7&ordm; define quais s&atilde;o as formas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, ou seja, a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, sexual, patrimonial, e moral.<br />Em seu corpo a lei ainda estabelece sobre a assist&ecirc;ncia &agrave; mulher, medidas integradas de preven&ccedil;&atilde;o, da forma do atendimento da autoridade policial, os procedimentos referentes ao juizado, al&eacute;m de medidas protetivas da ofendida, entre outros.<br />O aspecto ao qual desejo me reportar desta lei &eacute; o que se refere aos direitos humanos, pois a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher &eacute; uma forma de viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos. Isto nos leva considerar que a educa&ccedil;&atilde;o em direitos humanos pode auxiliar no combate &agrave; viol&ecirc;ncia contra a mulher e na diminui&ccedil;&atilde;o de outras viola&ccedil;&otilde;es aos direitos humanos, visto que compreende etapas de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, problematiza&ccedil;&atilde;o, promove a educa&ccedil;&atilde;o para a justi&ccedil;a social e para a paz, desenvolvendo nos indiv&iacute;duos uma no&ccedil;&atilde;o &eacute;tico-social em defesa da vida e da preserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie humana.<br />Deve-se educar em direitos humanos na fam&iacute;lia, atrav&eacute;s de posturas claras, dissociadas de preconceito; na escola atrav&eacute;s da multiplicidade de a&ccedil;&otilde;es incluindo educa&ccedil;&atilde;o em direitos humanos para os educadores, cujos conceitos ser&atilde;o exercitados no cotidiano com seus alunos, conduta esta que se multiplica na conviv&ecirc;ncia com os colegas, com a fam&iacute;lia e na comunidade na qual est&atilde;o inseridos.<br />&Eacute; dial&oacute;gica e interdisciplinar e pressup&otilde;e enquadramento do cotidiano nas a&ccedil;&otilde;es.<br />Educa&ccedil;&atilde;o em direitos humanos constr&oacute;i novos modos de pensar, ensina a respeitar o outro com suas diferen&ccedil;as, forma h&aacute;bitos e atitudes, sensibiliza para a rela&ccedil;&atilde;o com o outro, cria novos modos de conviv&ecirc;ncia social, provoca mudan&ccedil;as para que se superem e se rejeitem as viola&ccedil;&otilde;es. Cria v&iacute;nculos.<br />No aspecto das rela&ccedil;&otilde;es pessoais, a educa&ccedil;&atilde;o em direitos humanos proporciona o desenvolvimento de atitudes tais como: saber ouvir o outro, aprender a respeitar as discuss&otilde;es, comprometimento com as mudan&ccedil;as, bom senso, exerc&iacute;cio de toler&acirc;ncia, respeito ao saber do outro, rejei&ccedil;&atilde;o &agrave;s formas de discrimina&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento de mecanismos de reconhecimento de si e do outro como pessoa e cidad&atilde;o, diante de processos e pr&aacute;ticas violadoras dos direitos.<br />Podemos observar, ent&atilde;o, que a educa&ccedil;&atilde;o em direitos humanos proporciona a crian&ccedil;a, ao jovem e consequentemente ao adulto futuro, posicionar-se como um ser comprometido com melhor conviv&ecirc;ncia, mais justi&ccedil;a, transformando-os em atores principais do desenvolvimento pessoal, social vivendo de forma a coibir, naturalmente a viol&ecirc;ncia.<br />Fonte: Lei 11.340/2006<br />A Educa&ccedil;&atilde;o em Direitos Humanos -<br />Zenaide, M. de Nazar&eacute;</p>
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		<item>
		<title>DISCRIMINAÇÃO</title>
		<link>http://icsvargas.blog.terra.com.br/2007/07/10/discriminacao/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jul 2007 23:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icsvargas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[DIREITO]]></category>

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		<description><![CDATA[&#201; comum confundirmos discrimina&#231;&#227;o e preconceito. 
No dicion&#225;rio Aur&#233;lio, a defini&#231;&#227;o de preconceito &#233; id&#233;ia preconcebida. Na segunda acep&#231;&#227;o &#233; suspeita, intoler&#226;ncia, avers&#227;o a outras ra&#231;as, credos, religi&#245;es.
J&#225; discrimina&#231;&#227;o &#233; ato ou efeito de discriminar. Tratamento preconceituoso dado a certas categorias sociais, raciais, etc.
Analisando, ent&#227;o, podemos deduzir que o preconceito pode permanecer s&#243; no aspecto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>&Eacute; comum confundirmos discrimina&ccedil;&atilde;o e preconceito. <br />
No dicion&aacute;rio Aur&eacute;lio, a defini&ccedil;&atilde;o de preconceito &eacute; id&eacute;ia preconcebida. Na segunda acep&ccedil;&atilde;o &eacute; suspeita, intoler&acirc;ncia, avers&atilde;o a outras ra&ccedil;as, credos, religi&otilde;es.<br />
J&aacute; discrimina&ccedil;&atilde;o &eacute; ato ou efeito de discriminar. Tratamento preconceituoso dado a certas categorias sociais, raciais, etc.<br />
Analisando, ent&atilde;o, podemos deduzir que o preconceito pode permanecer s&oacute; no aspecto interno. Sem que tenha uma correspond&ecirc;ncia na pr&aacute;tica. Pode n&atilde;o se materializar nas a&ccedil;&otilde;es.<br />
A discrimina&ccedil;&atilde;o decorre do preconceito, fazendo com que determinados segmentos, grupos ou atividades sejam exclu&iacute;dos ou estigmatizados.<br />
Uma forma corriqueira de discrimina&ccedil;&atilde;o &eacute; aquela referente ao n&iacute;vel social, &agrave; ra&ccedil;a, religi&atilde;o, op&ccedil;&atilde;o sexual.<br />
A conven&ccedil;&atilde;o 111 da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho considera discrimina&ccedil;&atilde;o toda distin&ccedil;&atilde;o, exclus&atilde;o ou prefer&ecirc;ncia que tenha por fim alterar a igualdade de oportunidades ou tratamento em mat&eacute;ria de emprego ou profiss&atilde;o, exceto aquelas fundadas nas qualifica&ccedil;&otilde;es exigidas. <br />
A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal iguala homens e mulheres em direitos e deveres, pro&iacute;be diferen&ccedil;a de crit&eacute;rios de admiss&atilde;o por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.<br />
A legisla&ccedil;&atilde;o procura respaldar o trabalhador, evitando restri&ccedil;&otilde;es no acesso ao trabalho, que n&atilde;o sejam as naturais decorrentes de melhor ou maior qualifica&ccedil;&atilde;o para a fun&ccedil;&atilde;o. Em fun&ccedil;&atilde;o disto existem pol&iacute;ticas de inser&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es afirmativas para portadores de necessidades especiais, para negros, &iacute;ndios, visando &agrave; inser&ccedil;&atilde;o e conseq&uuml;ente redu&ccedil;&atilde;o da exclus&atilde;o.<br />
O resultado de uma pesquisa realizada pelo Grupo Catho, realizada em 2005 chamou minha aten&ccedil;&atilde;o. Segundo a pesquisa feita com executivos, estes confirmaram que existe discrimina&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; admiss&atilde;o de obesos, o que afeta, inclusive, os sal&aacute;rios.<br />
Al&eacute;m da qualifica&ccedil;&atilde;o normal para o exerc&iacute;cio de determinada fun&ccedil;&atilde;o, que hoje exige muito mais do que era exigido h&aacute; uma d&eacute;cada, para a mesma fun&ccedil;&atilde;o (n&iacute;vel de escolaridade, conhecimentos de l&iacute;nguas, diversos programas de inform&aacute;tica, experi&ecirc;ncia comprovada, perfil pr&oacute;-ativo, etc.) o candidato tem que ser magro, pois o magro tem mais chance de admiss&atilde;o e sal&aacute;rios maiores.<br />
A pesquisa revela que a sociedade discrimina o obeso, rotula a obesidade como um desvio social, fruto da falta de autocontrole e n&atilde;o como uma doen&ccedil;a a ser tratada.<br />
Certamente isto leva a um sentimento de rejei&ccedil;&atilde;o.<br />
Dados da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de dizem que mais de um bilh&atilde;o de pessoas no mundo tem excesso de peso, podendo chegar a um 1,5 bilh&atilde;o antes de 2015 e isto n&atilde;o se constitui problema s&oacute; nos pa&iacute;ses ricos.<br />
A obesidade est&aacute; diretamente relacionada com a maior ingest&atilde;o de sal, gordura, a&ccedil;&uacute;car, no que se refere ao costume alimentar, associado &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o de atividades f&iacute;sicas, ao exerc&iacute;cio de tarefas ou desempenho de profiss&otilde;es sedent&aacute;rias, ao aumento do uso dos meios de transporte, aos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos que auxiliam na execu&ccedil;&atilde;o de tarefas, modifica&ccedil;&atilde;o do tipo de lazer, que era mais ao ar livre, passando a se resumir &agrave; frente da televis&atilde;o, do dvd, do videogame, provocando menos gasto de calorias.<br />
Embora o resultado tenha sido aferido em pesquisa e saibamos que &eacute; real, &eacute; dif&iacute;cil de ser constatado, permanecendo velado e sendo sentido com intensidade por aquela pessoa que &eacute; alvo das a&ccedil;&otilde;es discriminat&oacute;rias.<br />
A ditadura da beleza (porque o conceito &eacute; que s&oacute; o magro &eacute; belo) invade n&atilde;o s&oacute; o mercado da moda, mas o mercado de trabalho em geral.<br />
O obeso sofre a discrimina&ccedil;&atilde;o desde a inf&acirc;ncia, nos bancos escolares, nos relacionamentos, no acesso ao emprego e no exerc&iacute;cio de determinadas fun&ccedil;&otilde;es, na pr&aacute;tica de esportes (nem o &ldquo;fen&ocirc;meno&rdquo; escapou).<br />
&Eacute; necess&aacute;rio incentivar alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, pr&aacute;tica de atividades f&iacute;sicas, acompanhamento m&eacute;dico e terap&ecirc;utico em alguns casos, busca de esclarecimentos visando &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, melhor rendimento nas atividades, aprimoramento da qualidade de vida, o que sem d&uacute;vida melhora a autoestima o que conduz o indiv&iacute;duo a uma nova postura na sociedade, sobrepujando-se &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o que &eacute; alvo.<br />
&Eacute; um conjunto de a&ccedil;&otilde;es buscando n&atilde;o s&oacute; atingir o lado est&eacute;tico, mas o emocional tamb&eacute;m, que em decorr&ecirc;ncia melhora os relacionamentos, al&eacute;m de instituir a&ccedil;&otilde;es visando extirpar todo e qualquer tipo de discrimina&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>&nbsp;</p></div>
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